Inteligência artificial generativa e produtividade humana: ganhos, riscos e perspectivas críticas para o trabalho na era digital
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20025399Palavras-chave:
Inteligência artificial generativa. Produtividade humana. Automação cognitiva. Transformação digital do trabalho. Competências profissionais.Resumo
O avanço das tecnologias baseadas em inteligência artificial generativa tem promovido transformações significativas na organização do trabalho, na produção do conhecimento e nas dinâmicas de produtividade em diversos setores da sociedade contemporânea. Sistemas capazes de gerar textos, imagens, códigos e análises complexas, a partir de grandes modelos de linguagem e aprendizado de máquina, ampliaram as possibilidades de automação cognitiva, permitindo que indivíduos e organizações realizem tarefas intelectuais com maior rapidez e eficiência. Nesse contexto, a inteligência artificial generativa assume papel estratégico na reconfiguração das práticas profissionais, especialmente em áreas intensivas em conhecimento, como educação, direito, comunicação, pesquisa científica e gestão empresarial. Entretanto, paralelamente aos ganhos de produtividade, emergem preocupações relativas à dependência tecnológica, à substituição de funções humanas, à disseminação de informações imprecisas e à redefinição das competências exigidas pelo mercado de trabalho. Este estudo analisa criticamente os impactos da inteligência artificial generativa na produtividade humana, considerando seus benefícios e desafios. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio de revisão sistemática da literatura científica recente sobre inteligência artificial generativa, economia da produtividade e transformação digital do trabalho. Os resultados indicam que essas ferramentas podem ampliar a eficiência cognitiva e a produção intelectual, sobretudo como apoio à criatividade, à análise de dados e à elaboração de conteúdo. Conclui-se que essa relação deve ser compreendida de forma crítica e interdisciplinar, conciliando inovação tecnológica, desenvolvimento de competências humanas e responsabilidade ética.
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